sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O ensino do Português na Galiza, na TVG

Como comentei em aulas, nestes dias pudemos ver na TVG um pequeno espaço dedicado ao estado da questão do ensino do Português no nosso país, contando com a participação de Samuel Rego, representante do Instituto Camões para a Galiza, de Felipe Presa, presidente da associação Docente de Português na Galiza, e de um estudante de Português na EOI de Compostela, Joám Lopes Facal. Acho que vão gostar de ver. Cá está.




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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Manual de Leitura do 'Breve Sumário da História de Deus'

Quem procura, às vezes encontra e eu encontrei a edição em pdf do Breve Sumário da História de Deus, cuja representação vamos ver neste mesmo sábado. Além da edição em pdf, hoje mesmo vou dar-vos cópias em papel, mas se calhar também acham interessante tê-lo em formato electrónico.

Podem descarregaá-lo aqui mesmo.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mudança no programa da viagem: não vamos ver Molière, mas Gil Vicente

Por problemas com o número de bilhetes (somos mais pessoas das que o Instituto Camões estava à espera, o que não é má coisa), vamos ter de mudar de teatro. A mudança de local até não é assim tão má, pois vamos para o Teatro Nacional São João, e quanto à obra vamos de um clássico francês para um clássico português.

Com efeito, finalmente veremos a representação do Breve Sumário da História de Deus. Infelizmente, não encontrei o texto para vocês poderem ler com antecedência, mas colo-vos a seguir a breve resenha aparecida no semanário Expresso sobre a obra, que é encenada entre os dias 20 de Novembro e 20 de Dezembro (nós vamos vê-lo no dia 28):


Breve Sumário da História de Deus

Gil Vicente de regresso ao Porto pela mão de Nuno Carinhas. Breve Sumário da História de Deus percorre as Sagradas Escrituras revelando, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus. Para ver no Teatro Nacional São João, no Porto, de 20 de Novembro a 20 de Dezembro, com sessões de terça-feira a sábado, às 21h30, e domingo, às 16h00. Os bilhetes custam entre 7 e 13 euros.

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Valentim Rodrigues Fagim apresentou-nos o seu livro

Por iniciativa da Fundaçom Artábria, entidade cultural local, a visita do professor Valentim Rodrigues Fagim serviu não apenas para conhecermos a obra mais recente que publicou, de grande utilidade para aprendentes galegos de português, mas também para reflectirmos sobre o processo de aprendizagem com a particular óptica galega. A palestra foi muito formativa e passamos uma boa hora e meia a escutá-lo, graças ao tom descontraído da palestra. Só é pena não termos imagens de suficiente qualidade que fiquem para a história e possamos mostrar junto a estas linhas. Assim sendo, coloquei uma fotografia da apresentação da mesma obra na EOI de Vigo.

Obrigado pela visita, Valentim!

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domingo, 15 de novembro de 2009

Nesta terça, visita-nos o autor da obra 'Do ñ para o nh', o professor Valentim Rodrigues Fagim

Tal como vos tinha anunciado, por fim contaremos, nesta terça-feira dia 17, com a presença de Valentim Rodrigues Fagim, professor de Português na Escola Oficial de Ourense até ao ano passado e autor de ensaios sociolingüísticos muito estimáveis. Visita-nos, convidado por uma entidade cultural da nossa cidade, a Fundaçom Artábria, para nos apresentar um livro que ele escreveu para facilitar a aprendizagem do português a partir da realidade linguística galega, que pouco tem a ver com outros territórios do Estado espanhol em matéria idiomática.

Valentim Rodrigues Fagim vai falar-nos da sua obra a partir das 19 horas, na sala de actos da nossa Escola. Aí nos veremos terça-feira.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Apresentação sobre a Guerra Colonial

Ontem começámos a ver, no nível Intermédio 1, um documentário da RTP sobre a Guerra Colonial portuguesa, episódio traumático vivido nas décadas de 60 e 70, que fez milhares de mortos e marcou até à actualidade a sociedade portuguesa. Para facilitar a compreensão do documentário, coloco-vos aqui uma apresentação feita por alunado português que sintetiza esse confronto bélico que veio a conduzir as colónias à independência e Portugal à Revolução dos Cravos.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Que profissões aparecem reflectidas durante esta notícia do telejornal?



Este é também um exercício para o Nível Básico. Têm de dizer quais as profissões que aparecem na notícia. Não apenas as que são referidas como tais, mas também as que, de alguma maneira, estão presentes no vídeo. Coloquem os nomes nos comentários e, completando as dos comentários anteriores se for preciso, ok?

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Compreensão auditiva de nível básico



Este exercício vai dirigido sobretudo ao pessoal da turma de Básico Integrado das 17h30, mas também pode ter interesse para as do Intermídio 1. Há primeiro que ver o vídeo e s ó depois carregar no botão "start" para começar a ler as perguntas e a responder às questões de escolha múltipla. No fim aparece o resultado. Boa sorte!

Já agora, os nomes dos personagens que aparecem são: Egas, Becas e Walter (a menina, não faço ideia).

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Oposição chumba no Parlamento de Cabo Verde a oficialização do crioulo

A oposição cabo-verdiana chumbou hoje a proposta de oficialização do crioulo, durante a sessão especial do parlamento para a revisão da Constituição.

O artigo 4.º da proposta de revisão constitucional do Partido Africano para a Independência de Cabo verde (PAICV, partido que sustenta o Governo), que incide sobre a oficialização da língua cabo-verdiana, foi chumbado no Parlamento com votos contra da UCID (União Cabo-verdiana Independente e Democrática) e abstenção do MpD (Movimento para a Democracia).

As duas forças políticas da oposição cabo-verdiana consideram que não estão criadas as condições para a oficialização do crioulo neste momento.

O deputado da UCID, António Monteiro, disse que há ainda a necessidade de se realizar estudos aprofundados sobre a matéria, no sentido de contribuir para a coesão nacional.

"É preciso fazer um estudo aprofundado e, quiçá, ouvir a própria população nesta matéria. Possivelmente, ao oficializarmos a língua através da nossa Constituição, poderemos estar a não trabalhar no sentido de uma coesão nacional, mas sim no sentido inverso", salientou.

Por seu lado, a deputada do MpD Filomena Delgado disse que nada foi feito para criar as condições para a oficialização do crioulo.

Filomena Delgado ressaltou que o seu partido não é contra a oficialização da língua materna, mas defende que a discussão sobre o assunto deve continuar.

"Entendemos que o artigo 9.º (da Constituição), com a redacção que tem, neste momento, vai continuar a permitir aos cabo-verdianos utilizar a língua materna no seu dia-a-dia", defendeu.

A deputada avançou ainda que não estão criadas as condições para uma paridade do crioulo com a língua portuguesa.

"Vamos colocar na Constituição que a língua cabo-verdiana é língua oficial em paridade com a língua portuguesa e vamos continuar a utilizar na educação, nos boletins oficiais, o português. Por isso, consideramos que as condições não estão criadas e abstivemo-nos", acrescentou.

Já o deputado do PAICV Rui Semedo considerou a rejeição do artigo 4.º da proposta do seu partido "uma ofensa e um desprezo" à língua nacional.

Rui Semedo considerou ainda que não é possível criar condições ideais para depois tomar a medida de oficialização do crioulo.

"Condições óptimas nunca são criadas à partida. Medidas desta natureza são tomadas e continua-se a trabalhar na criação de condições para dar sustento à medida tomada. Achamos que esta é a via", disse.

A sessão especial do Parlamento para a revisão da Constituição teve início segunda-feira com a discussão na especialidade da proposta do PAICV.

Os quatro artigos já discutidos foram todos chumbados pela oposição.

Fonte: OJE.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

(Alguns) pormenores da viagem a Vila Nova de Cerveira e ao Porto


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Como já sabedes, a saída será no sábado dia 28 de Novembro, mas está pendente a confirmaçom da hora da manhã a que combinaremos na praça do Inferninho, junto à paragem dos táxis, como já temos feito noutras vezes. O preço para 50 pessoas é de 62 euros. Esse preço inclui a viagem de camioneta e a dormida em quartos duplos, no Hotel Dom Henrique (quatro estrelas). Quanto às refeições, só se inclui o pequeno-almoço buffet do domingo.

Na ida, pararemos na feira de Vila Nova de Cerveira, comendo talvez por ali mesmo. À tarde, chegaremos ao Porto e teremos livre até às 9 horas da noite. Nessa hora é que combinaremos às portas do Teatro Carlos Alberto, que fica na praça do mesmo nome, no número 89. A volta será ao meio-dia do domingo 29.

Ainda não completamos todos os lugares disponíveis na camioneta. Nesta semana, abre-se o prazo para acompanhantes e pessoas que não são alunas de Português na nossa Escola. Caso não atinjamos o número de 50 pessoas, o preço subirá proporcionalmente para, entre os e as que formos, pagarmos o total do custo da viagem.


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Investimento na língua Portuguesa é "rentável"

Pretória, 31 Out (Lusa) - O embaixador de Portugal na África do Sul, João Ramos Pinto, considera o investimento feito pelo Estado no ensino da língua Portuguesa neste país "rentável e bem empregue".

Em declarações à Lusa na capital sul-africana, Ramos Pinto destacou que o Português ocupa um lugar importantíssimo na África do Sul, país cuja Constituição "protege" a língua portuguesa, por inúmeras razões, que vão da enorme comunidade lusófona, à relação de proximidade com Moçambique e Angola e aos interesses e negócios entre os países e povos da região.

"O Português é e sê-lo-á cada vez mais uma língua de negócios na região, é a segunda língua mais falada no espaço da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), e, por isso, existe uma grande procura e interesse por parte da África do Sul e professores e intérpretes da nossa língua", salientou João Ramos Pinto.

Fonte: RTP.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Na próxima segunda-feira, dia 2 de Novembro, nom temos aulas

A próxima segunda-feira é um dos dous dias feriados de escolha da nossa Escola para este ano lectivo. Portanto, no dia 2 de Novembro, nom temos aulas, o que só afecta as turmas do nível Intermédio 1.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Avarento, de Molière, em pdf


À espera dos pormenores sobre a viagem que, como sabedes, vamos fazer ao Porto no dia 28 de Novembro, disponibilizo-vos aqui o pdf do texto da obra teatral que vamos ver na Cidade Invicta: O Avarento, de Molière, por se queredes conhecer bem a história e assim perceber mais facilmente o que dim os actores.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Novo livro e nova polémica de José Saramago


No dia 19 foi lançado o mais recente livro de José Saramago, 'Cain', que vai acompanhado de umha série de declaraçons do autor que já enervárom a Igreja Católica, que o convidou a renunciar à cidadania portuguesa. Só por isso já vale a pena vermos um pouco das declaraçons sobre a maldade de Deus e a definiçom da Bíblia como Manual de Maus Costumes no seguinte vídeo.

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sábado, 10 de outubro de 2009

História do Rio de Janeiro


Coloco aqui o vídeo sobre a história do Rio, que já vimos em aulas (nas turmas de Intermédio 1).

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A turma das 19 horas passa para a sala 8

Devido a que a sala 1 ficou pequena para tanto pessoal, conseguimos trocar a sala com outra turma e a nossa será, definitivamente, a 8, no terceiro andar.

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sábado, 3 de outubro de 2009

Galego do Brasil será língua oficial nos Jogos de 2016



Após uma árdua disputa, o Brasil saiu vitorioso e será o cenário do maior evento desportivo do mundo.

PGL Brasil – Rio de Janeiro resultou elegida sede dos Jogos Olímpicos de 2016 após derrotar Madri, Tóquio e Chicago. Deste jeito, os Jogos viajam pela primeira vez a um país lusófono.

Rio de Janeiro é a cidade vencedora que vai sediar os Jogos Olímpicos em 2016, conseguindo que, pela primeira vez, um país de fala galego-portuguesa organize este evento.

O resultado saiu na tarde desta sexta-feira, dia 2 de outubro, em Copenhague. A vitória do Rio de Janeiro foi de goleada: 66 a 32 na rodada final contra Madri. Chicago foi eliminada na primeira rodada, com 18 votos (contra 28 de Madri, 26 do Rio e 22 de Tóquio). A candidata japonesa foi a segunda a sair da disputa, com 20 votos (contra 46 do Rio e 29 de Madri). Resultando vitoriosa, Rio leva os Jogos pela primeira vez para a América do Sul.

Ainda, a escolha do Rio como sede dos Jogos colocou o Brasil no seleto grupo de países que celebrará os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo num intervalo de apenas dois anos.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mais um conteúdo galego na Wikipédia: Ateneu Ferrolano


Elaborado no anterior ano académico, já está disponível mais um verbete sobre cultura galega na Wikipédia. Desta vez, trata-se do correspondente ao Ateneu Ferrolano ('Ateneo Ferrolán'), umha entidade das mais antigas entre as que se dedicam ao trabalho cultural galego. Foi elaborado por Charo, actual aluna de Intermédio 1. Podes vê-lo aqui.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Publicado verbete de França na wikipédia


Ficou pendente de publicaçom o trabalho sobre a freguesia de França (Mugardos), que elaborou Daniel, do Básico Integrado do ano passado. Agora já está à vista de todo o mundo aqui.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hoje começamos as aulas: já podes descarregar os horários, os dias e as salas de aulas


As aulas começam hoje, segunda-feira, para as turmas de Intermédio 1, para a turma das 19 horas, e para a turma das 20h30. A turma de Básico Integrado começam amanhá, terça-feira, às 17h30.

Isso, no referente às minhas turmas, mas as turmas da Maria Vila Verde também começam hoje, em concreto a das 16 horas (Básico 2).

Podes descarregar aqui o pdf com os horários completos das aulas do Departamento de Português.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quinta-feira 17 de Setembro: prova oral de certificaçom do Nível Básico

Já que a data inicial coincidiu com a greve dos passados dias 9 e 10 de Setembro, a prova oral de certificaçom será nesta quinta-feira, dia 17, às 16 horas, na sala 13. Estám convocados todos os alunos e aluna assistentes à prova escrita.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Notas, 'papeletas', horários do ano próximo e um vídeo dos Xutos



Já houvo quem vinhesse polo Departamento perguntar pola publicaçom definitiva das notas. Lembro-vos que é a partir de amanhá, quarta-feira 24, que podem ser consultadas via Internet e também no centro. As 'papeletas' estarám disponíveis a partir das 13 horas.

Quanto às turmas e horários do ano próximo, acho que vamos poder manter os grupos e horários deste ano, ou umha cousa bastante parecida com isso. Está sem confirmar, mas provavelmente seja assim.

Quando houver novidades, informo-vos por este meio. Também sabedes que podedes consultar-me qualquer dúvida por correio electrónico, ok?

Passai um bom Verao.

PS: o vídeo nom tem nada a ver com o que vos contei nesta postagem, mas está a fazer sensaçom em Portugal e gostei. Além do mais, também é aplicável à nossa terra, acho eu. Espero que gostedes.



Letra:

Sem eira nem beira

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

(Refrão)
Senhor enginheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a ...

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção...

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domingo, 21 de junho de 2009

Mais um conteúdo para a Wikipédia: A Feira Nacional do Cavalo da Golegã

É difícil encontrar aspectos históricos de Portugal que nom tenham algumha relaçom com a Galiza. No caso desta vila do Ribatejo, o nome remete para o gentílico 'galega', por andar no meio da sua fundaçom umha compatriota nossa. Seja como for, umha aluna do Básico Integrado elaborou um verbete sobre a mais importante feira equestre portuguesa, que inclui fotografias por ala tiradas. Podedes vê-lo aqui.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

O Mosteiro de Monfero já está na Wikipédia lusófona

Nas últimas semanas tenho tido pouco tempo para publicar os vossos trabalhos ainda restantes que aos poucos irei colocando na Wikipédia. Por enquanto, mostro-vos um que acabei de subir, feito por uma colega vossa do Básico Integrado, dedicado ao Mosteiro de Monfero. Acho que ficou muito bem, com fotos incluídas, e podedes vê-lo e lê-lo aqui.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Novos livros e bandas desenhadas para a biblioteca

Hoje mesmo chegou umha encomenda de livros e bandas desenhadas para a secçom de Português da biblioteca da Escola. Som por volta de 40 títulos de temática variada, que em breve estarám já disponíveis para empréstimo.

Lembro-vos que se admitem sugestons para futuras encomendas. Dentro dos limites que nos imponhem os orçamentos anuais, a ideia é disponibilizarmos materiais de interesse para vós.

Entre as novidades, temos obras clássicas de Eça de Queiroz e de Aquilino Ribeiro, bandas desenhadas sobre o 25 de Abril, estudos sobre antropologia e história de Portugal, folclore brasileiro, etc.

Espero que gostedes e os desfrutedes.

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Exames de certificaçom do nível básico

Se bem há já semanas que estám à vista na Escola, coloco-vos aqui as datas, horários e salas das provas finais, que como sabedes som unificadas para toda a Galiza e começam nesta semana.

Dia 4 às 16 horas
Prova de compreensom escrita, compreensom auditiva e expressom escrita nas salas 16 e 17.

Dia 9 a partir das 19 horas
Prova de expressom oral na sala 17.

Dia 16 a partir das 19 e das 20h30
Revisom de notas e exames no Departamento de Português.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mais um verbete na Wikipédia em português, graças ao vosso trabalho

Acho que a experiência de elaborarmos verbetes para a Wikipédia em português tem sido um sucesso, servindo-vos para a elaboraçom de textos próprios e para dar a conhecer aspectos culturais e históricos de interesse nessa enciclopédia livre e colaborativa. Hoje mesmo publiquei mais um trabalho, desta vez dedicado à Pena Molexa, monumento megalítico de Narom sobre o qual nom havia nengumha informaçom em nengum idioma dos presentes na Wikipédia.

O novo verbete elaborado por umha de vós é muito completo e conta com fotografias que dam a conhecer esse monumento pré-histórico da nossa comarca. Parabéns à autora e recomendo ao resto visitá-lo nom só na Wikipédia, mas também in situ.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Entrevista com Saramago + discurso de 1998 perante a Academia Sueca

Na semana passada, estivemos a trabalhar a compreensom auditiva e a expressom escrita a partir de umha entrevista da televisom brasileira com José Saramago. Coloco agora aqui o vídeo, dividido em duas partes, por se quigerdes vê-lo novamente. Também colei a seguir o discurso integral do escritor português perante a Academia Sueca, quando recebeu o Nobel de Litaratura, em 1998. Espero que gostedes.





De como a Personagem Foi Mestre e o Autor Seu Aprendiz

Terça-feira, 8 de Dezembro de 1998

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira. Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz nocturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direcção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas. Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranquilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza". Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprias filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.

Muitos anos depois, escrevendo pela primeira vez sobre este meu avô Jerónimo e esta minha avó Josefa (faltou-me dizer que ela tinha sido, no dizer de quantos a conheceram quando rapariga, de uma formosura invulgar), tive consciência de que estava a transformar as pessoas comuns que eles haviam sido em personagens literárias e que essa era, provavelmente, a maneira de não os esquecer, desenhando e tornando a desenhar os seus rostos com o lápis sempre cambiante da recordação, colorindo e iluminando a monotonia de um quotidiano baço e sem horizontes, como quem vai recriando, por cima do instável mapa da memória, a irrealidade sobrenatural do país em que decidiu passar a viver. A mesma atitude de espírito que, depois de haver evocado a fascinante e enigmática figura de um certo bisavô berbere, me levaria a descrever mais ou menos nestes termos um velho retrato (hoje já com quase oitenta anos) onde os meus pais aparecem: "Estão os dois de pé, belos e jovens, de frente para o fotógrafo, mostrando no rosto uma expressão de solene gravidade que é talvez temor diante da câmara, no instante em que a objectiva vai fixar, de um e de outro, a imagem que nunca mais tornarão a ter, porque o dia seguinte será implacavelmente outro dia... Minha mãe apoia o cotovelo direito numa alta coluna e segura na mão esquerda, caída ao longo do corpo, uma flor. Meu pai passa o braço por trás das costas de minha mãe e a sua mão calosa aparece sobre o ombro dela como uma asa. Ambos pisam acanhados um tapete de ramagens. A tela que serve de fundo postiço ao retrato mostra umas difusas e incongruentes arquitecturas neoclássicas". E terminava: "Um dia tinha de chegar em que contaria estas coisas. Nada disto tem importância, a não ser para mim. Um avô berbere, vindo do Norte de África, um outro avô pastor de porcos, uma avó maravilhosamente bela, uns pais graves e formosos, uma flor num retrato - que outra genealogia pode importar-me? a que melhor árvore me encontraria?"

Escrevi estas palavras há quase trinta anos, sem outra intenção que não fosse reconstituir e registar instantes da vida das pessoas que me geraram e que mais perto de mim estiveram, pensando que nada mais precisaria de explicar para que se soubesse de onde venho e de que materiais se fez a pessoa que comecei por ser e esta em que pouco a pouco me vim tornando. Afinal, estava enganado, a biologia não determina tudo, e, quanto à genética, muito misteriosos deverão ter sido os seus caminhos para terem dado uma volta tão larga... À minha árvore genealógica (perdôe-se-me a presunção de a designar assim, sendo tão minguada a substância da sua seiva) não faltavam apenas alguns daqueles ramos que o tempo e os sucessivos encontros da vida vão fazendo romper do tronco central, também lhe faltava quem ajudasse as suas raízes a penetrar até às camadas subterrâneas mais fundas, quem apurasse a consistência e o sabor dos seus frutos, quem ampliasse e robustecesse a sua copa para fazer dela abrigo de aves migrantes e amparo de ninhos. Ao pintar os meus pais e os meus avós com tintas de literatura, transformando-os, de simples pessoas de carne e osso que haviam sido, em personagens novamente e de outro modo construtoras da minha vida, estava, sem o perceber, a traçar o caminho por onde as personagens que viesse a inventar, as outras, as efectivamente literárias, iriam fabricar e trazer-me os materiais e as ferramentas que, finalmente, no bom e no menos bom, no bastante e no insuficiente, no ganho e no perdido, naquilo que é defeito mas também naquilo que é excesso, acabariam por fazer de mim a pessoa em que hoje me reconheço: criador dessas personagens, mas, ao mesmo tempo, criatura delas. Em certo sentido poder-se-á mesmo dizer que, letra a letra, palavra a palavra, página a página, livro a livro, tenho vindo, sucessivamente, a implantar no homem que fui as personagens que criei. Creio que, sem elas, não seria a pessoa que hoje sou, sem elas talvez a minha vida não tivesse logrado ser mais do que um esboço impreciso, uma promessa como tantas outras que de promessa não conseguiram passar, a existência de alguém que talvez pudesse ter sido e afinal não tinha chegado a ser.

Agora sou capaz de ver com clareza quem foram os meus mestres de vida, os que mais intensamente me ensinaram o duro ofício de viver, essas dezenas de personagens de romance e de teatro que neste momento vejo desfilar diante dos meus olhos, esses homens e essas mulheres feitos de papel e tinta, essa gente que eu acreditava ir guiando de acordo com as minhas conveniências de narrador e obedecendo à minha vontade de autor, como títeres articulados cujas acções não pudessem ter mais efeito em mim que o peso suportado e a tensão dos fios com que os movia. Desses mestres, o primeiro foi, sem dúvida, um medíocre pintor de retratos que designei simplesmente pela letra H., protagonista de uma história a que creio razoável chamar de dupla iniciação (a dele, mas também, de algum modo, do autor do livro), intitulada "Manual de Pintura e Caligrafia", que me ensinou a honradez elementar de reconhecer e acatar, sem ressentimento nem frustração, os meus próprios limites: não podendo nem ambicionando aventurar-me para além do meu pequeno terreno de cultivo, restava-me a possibilidade de escavar para o fundo, para baixo, na direcção das raízes. As minhas, mas também as do mundo, se podia permitir-me uma ambição tão desmedida. Não me compete a mim, claro está, avaliar o mérito do resultado dos esforços feitos, mas creio ser hoje patente que todo o meu trabalho, de aí para diante, obedeceu a esse propósito e a esse princípio.

Vieram depois os homens e as mulheres do Alentejo, aquela mesma irmandade de condenados da terra a que pertenceram o meu avô Jerónimo e a minha avó Josefa, camponeses rudes obrigados a alugar a força dos braços a troco de um salário e de condições de trabalho que só mereceriam o nome de infames, cobrando por menos que nada a vida a que os seres cultos e civilizados que nos prezamos de ser apreciamos chamar, segundo as ocasiões, preciosa, sagrada ou sublime. Gente popular que conheci, enganada por uma Igreja tão cúmplice como beneficiária do poder do Estado e dos terratenentes latifundistas, gente permanentemente vigiada pela policia, gente, quantas e quantas vezes, vítima inocente das arbitrariedades de uma justiça falsa. Três gerações de uma família de camponeses, os Mau-Tempo, desde o começo do século até a Revolução de Abril de 1974 que derrubou a ditadura, passam nesse romance a que dei o título de "Levantado do Chão", e foi com tais homens e mulheres do chão levantados, pessoas reais primeiro, figuras de ficção depois, que aprendi a ser paciente, a confiar e a entregar-me ao tempo, a esse tempo que simultaneamente nos vai construindo e destruindo para de novo nos construir e outra vez nos destruir. Só não tenho a certeza de haver assimilado de maneira satisfatória aquilo que a dureza das experiências tornou virtude nessas mulheres e nesses homens: uma atitude naturalmente estóica perante a vida. Tendo em conta, porém, que a lição recebida, passados mais de vinte anos, ainda permanece intacta na minha memória, que todos os dias a sinto presente no meu espírito como uma insistente convocatória, não perdi, até agora, a esperança de me vir a tornar um pouco mais merecedor da grandeza dos exemplos de dignidade que me foram propostos na imensidão das planícies do Alentejo. O tempo o dirá.

Que outras lições poderia eu receber de um português que viveu no século XVI que compôs as "Rimas" e as glórias, os naufrágios e os desencantos pátrios de "Os Lusíadas", que foi um génio poético absoluto, o maior da nossa literatura, por muito que isso pese a Fernando Pessoa, que a si mesmo se proclamou como o Super-Camões dela? Nenhuma lição que estivesse à minha medida, nenhuma lição que eu fosse capaz de aprender, salvo a mais simples que me poderia ser oferecida pelo homem Luís Vaz de Camões na sua estreme humanidade, por exemplo, a humildade orgulhosa de um autor que vai chamando a todas as portas à procura de quem esteja disposto a publicar-lhe o livro que escreveu, sofrendo por isso o desprezo dos ignorantes de sangue e de casta, a indiferença desdenhosa de um rei e da sua companhia de poderosos, o escárnio com que desde sempre o mundo tem recebido a visita dos poetas, dos visionários e dos loucos. Ao menos uma vez na vida todos os autores tiveram ou terão de ser Luís de Camões, mesmo se não escreverem as redondilhas de "Sôbolos rios"... Entre fidalgos da corte e censores do Santo Ofício, entre os amores de antanho e as desilusões da velhice prematura, entre a dor de escrever e a alegria de ter escrito, foi a este homem doente que regressa pobre da Índia, aonde muitos só iam para enriquecer, foi a este soldado cego de um olho e golpeado na alma, foi a este sedutor sem fortuna que não voltará nunca mais a pertubar os sentidos das damas do paço, que eu pus a viver no palco da peça teatro chamada "Que farei com este livro?", em cujo final ecoa uma outra pergunta, aquela que importa verdadeiramente, aquela que nunca saberemos se alguma vez chegará a ter resposta suficiente: "Que fareis com este livro?". Humildade orgulhosa, foi essa de levar debaixo do braço uma obra-prima e ver-se injustamente enjeitado pelo mundo. Humildade orgulhosa também, e obstinada, esta de querer saber para que irão servir amanhã os livros que andamos a escrever hoje, e logo duvidar que consigam perdurar longamente (até quando?) as razões tranquilizadoras que acaso nos estejam a ser dadas ou que estejamos a dar a nós próprios. Ninguém melhor se engana que quando consente que o enganem os outros...

Aproximam-se agora um homem que deixou a mão esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome de Blimunda, e também pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra. Aproxima-se também um padre jesuíta chamado Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode, mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde floresceram as superstições e as fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha Blimunda para ver o que escondido estava... E também se aproxima uma multidão de milhares e milhares de homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os muros implacáveis do convento, as salas enormes do palácio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que não sabe se deve rir ou chorar... Esta é a história de "Memorial do Convento", um livro em que o aprendiz de autor, graças ao que lhe vinha sendo ensinado desde o antigo tempo dos seus avós Jerónimo e Josefa, já conseguiu escrever palavras como estas, donde não está ausente alguma poesia: "Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. Mas são também os sonhos que lhe fazem uma coroa de luas, por isso o céu é o resplendor que há dentro da cabeça dos homens, se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu". Que assim seja.

De lições de poesia sabia já alguma coisa o adolescente, aprendidas nos seus livros de texto quando, numa escola de ensino profissional de Lisboa, andava a preparar-se para o ofício que exerceu no começo da sua vida de trabalho: o de serralheiro mecânico. Teve também bons mestres de arte poética nas longas horas nocturnas que passou em bibliotecas públicas, lendo ao acaso de encontros e de catálogos, sem orientação, sem alguém que o aconselhasse com o mesmo assombro criador do navegante que vai inventando cada lugar que descobre. Mas foi na biblioteca da escola industrial que "O Ano da Morte de Ricardo Reis" começou a ser escrito... Ali encontrou um dia o jovem aprendiz de serralheiro (teria então 17 anos) uma revista - "Atena" era o título - em que havia poemas assinados com aquele nome e, naturalmente, sendo tão mau conhecedor da cartografia literária do seu país pensou que existia em Portugal um poeta que se chamava assim: Ricardo Reis. Não tardou muito tempo, porém, a saber que o poeta propriamente dito tinha sido um tal Fernando Nogueira Pessoa que assinava poemas com nomes de poetas inexistentes nascidos na sua cabeça e a que chamava heterónimos, palavra que não constava dos dicionários da época, por isso custou tanto trabalho ao aprendiz de letras saber o que ela significava. Aprendeu de cor muitos poemas de Ricardo Reis ("Para ser grande sê inteiro/Põe quanto és no mínimo que fazes"), mas não podia resignar-se, apesar de tão novo e ignorante, que um espírito superior tivesse podido conceber, sem remorso este verso cruel: "Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo". Muito, muito tempo depois, o aprendiz, já de cabelos brancos e um pouco mais sábio das suas próprias sabedorias, atreveu-se a escrever um romance para mostrar ao poeta das "Odes" alguma coisa do que era o espectáculo do mundo nesse ano de 1936 em que o tinha posto a viver os seus últimos dias: a ocupação da Renânia pelo exército nazista, a guerra de Franco contra a República espanhola, a criação por Salazar das milícias fascistas portuguesas. Foi como se estivesse a dizer-lhe: "Eis o espectáculo do mundo, meu poeta das amarguras serenas e do cepticismo elegante. Disfruta, goza, comtempla, já que estar sentado é a tua sabedoria..."

"O Ano da Morte de Ricardo Reis" terminava com umas palavras melancólicas: "Aqui, onde o mar se acabou e a terra espera". Portanto, não haveria mais descobrimentos para Portugal, apenas como destino uma espera infinita de futuros nem aos menos inimagináveis: só o fado do costume, a saudade de sempre, e pouco mais... Foi então que o aprendiz imaginou que talvez houvesse ainda uma maneira de tornar a lançar os barcos à água, por exemplo, mover a própria terra e pô-la a navegar pelo mar fora. Fruto imediato do ressentimento colectivo português pelos desdéns históricos de Europa (mais exacto seria dizer fruto de um meu ressentimento pessoal...), o romance que então escrevi - "Jangada de Pedra" - separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices em direcção ao Sul do mundo, "massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais", a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens... Uma visão duas vezes utópica entenderia esta ficção política como uma metáfora muito mais géneros e humana: que a Europa, toda ela, deverá deslocar-se para o Sul, a fim de, em desconto dos seus abusos colonialistas antigos e modernos, ajudar a equilibrar o mundo. Isto é, Europa finalmente como ética. As personagens da "Jangada de Pedra" - duas mulheres , três homens e um cão - viajam incansavelmente através da península enquanto ela vai sulcando o oceano. O mundo está a mudar e eles sabem que devem procurar em si mesmos as pessoas novas em que irão tornar-se (sem esquecer o cão, que não é um cão como os outros...). Isso lhes basta.

Lembrou-se então o aprendiz de que em tempos da sua vida havia feito algumas revisões de provas de livros e que se na "Jangada de Pedra" tinha, por assim dizer, revisado o futuro, não estaria mal que revisasse agora o passado, inventando um romance que se chamaria "História do Cerco de Lisboa", no qual um revisor, revendo um livro do mesmo título, mas de História, e cansado de ver como a dita História cada vez é menos capaz de surpreender, decide pôr no lugar de um "sim" um "não", subvertendo a autoridade das "verdades históricas". Raimundo Silva, assim se chama o revisor, é um homem simples, vulgar, que só se distingue da maioria por acreditar que todas as coisas têm o seu lado visível e o seu lado invisível e que não saberemos nada delas enquanto não lhes tivermos dado a volta completa. De isso precisamente se trata numa conversa que ele tem com o historiador. Assim: "Recordo-lhe que os revisores já viram muito de literatura e vida, O meu livro, recordo-lhe eu, é de história, Não sendo propósito meu apontar outras contradições, senhor doutor, em minha opinião tudo quanto não for vida é literatura, A história também. A história sobretudo, sem querer ofender, E a pintura, e a música, A música anda a resistir desde que nasceu, ora vai, ora vem, quer livrar-se da palavra, suponho que por inveja, mas regressa sempre à obediência, E a pintura, Ora, a pintura não é mais do que literatura feita com pincéis, Espero que não esteja esquecido de que a humanidade começou a pintar muito antes de saber escrever, Conhece o rifão, se não tens cão caça com o gato, ou, por outras palavras, quem não pode escrever, pinta, ou desenha, é o que fazem as crianças, O que você quer dizer, por outras palavras, é que a literatura já existia antes de ter nascido, Sim senhor, como o homem, por outras palavras, antes de o ser já o era, Quer-me parecer que você errou a vocação, devia era ser historiador, Falta-me o preparo, senhor doutor, que pode um simples homem fazer sem o preparo, muita sorte já foi ter vindo ao mundo com a genética arrumada, mas, por assim dizer, em estado bruto, e depois não mais polimento que primeiras letras que ficaram únicas, Podia apresentar-se como autodidacta, produto do seu próprio e digno esforço, não é vergonha nenhuma, antigamente a sociedade tinha orgulho nos seus autodidactas, Isso acabou, veio o desenvolvimento e acabou, os autodidactas são vistos com maus olhos, só os que escrevem versos e histórias para distrair é que estão autorizados a ser autodidactas, mas eu para a criação literária nunca tive jeito, Então, meta-se a filósofo, O senhor doutor é um humorista, cultiva a ironia, chego a perguntar-me como se dedicou à história, sendo ela tão grave e profunda ciência, Sou irónico apenas na vida real, Bem me queria a mim parecer que a história não é a vida real, literatura, sim, e nada mais, Mas a história foi vida real no tempo em que ainda não se lhe poderia chamar história, Então o senhor doutor acha que a história e a vida real, Acho, sim, Que a história foi vida real, quero dizer, Não tenho a menor dúvida, Que seria de nós se o deleatur que tudo apaga não existisse, suspirou o revisor". Escusado será acrescentar que o aprendiz aprendeu com Raimundo Silva a lição da dúvida. Já não era sem tempo.

Ora, foi provavelmente esta aprendizagem da dúvida que o levou, dois anos mais tarde, a escrever "O Evangelho segundo Jesus Cristo". É certo, e ele tem-no dito, que as palavras do título lhe surgiram por efeito de uma ilusão de óptica, mas é legítimo interrogar-nos se não teria sido o sereno exemplo do revisor o que, nesse meio tempo, lhe andou a preparar o terreno de onde haveria de brotar o novo romance. Desta vez não se tratava de olhar por trás das páginas do "Novo Testamento" à procura de contrários, mas sim de iluminar com uma luz rasante a superfície delas, como se faz a uma pintura, de modo a fazer-lhe ressaltar os relevos, os sinais de passagem, a obscuridade das depressões. Foi assim que o aprendiz, agora rodeado de personagens evangélicas, leu, como se fosse a primeira vez, a descrição da matança dos Inocentes, e, tendo lido, não compreendeu. Não compreendeu que já pudesse haver mártires numa religião que ainda teria de esperar trinta anos para que o seu fundador pronunciasse a primeira palavra dela, não compreendeu que não tivesse salvado a vida das crianças de Belém precisamente a única pessoa que o poderia ter feito, não compreendeu a ausência, em José, de um sentimento mínimo de responsabilidade, de remorso, de culpa, ou sequer de curiosidade, depois de voltar do Egipto com a família. Nem se poderá argumentar, em defesa da causa, que foi necessário que as crianças de Belém morressem para que pudesse salvar-se a vida de Jesus: o simples senso comum, que a todas as coisas, tanto às humanas como às divinas, deveria presidir, aí está para nos recordar que Deus não enviaria o seu Filho à terra, de mais a mais com o encargo de redimir os pecados da humanidade, para que ele viesse a morrer aos dois anos de idade degolado por um soldado de Herodes... Nesse "Evangelho", escrito pelo aprendiz com o respeito que merecem os grandes dramas, José será consciente da sua culpa, aceitará o remorso em castigo da falta que cometeu e deixar-se-á levar à morte quase sem resistência, como se isso lhe faltasse ainda para liquidar as suas contas com o mundo. O "Evangelho" do aprendiz não é, portanto, mais uma lenda edificante de bem-aventurados e de deuses, mas a história de uns quantos seres humanos sujeitos a um poder contra o qual lutam, mas que não podem vencer. Jesus, que herdará as sandálias com que o pai tinha pisado o pó dos caminhos da terra, também herdará dele o sentimento trágico da responsabilidade e da culpa que nunca mais o abandonará, nem mesmo quando levantar a voz do alto da cruz: "Homens, perdoai-lhe porque ele não sabe o que fez", por certo referindo-se ao Deus que o levara até ali, mas quem sabe se recordando ainda, nessa agonia derradeira, o seu pai autêntico, aquele que, na carne e no sangue, humanamente o gerara. Como se vê, o aprendiz já tinha feito uma larga viagem quando no seu herético "Evangelho" escreveu as últimas palavras do diálogo no templo entre Jesus e o escriba: "A culpa é um lobo que come o filho depois de ter devorado o pai, disse o escriba, Esse lobo de que falas já comeu o meu pai, disse Jesus, Então só falta que te devore a ti, E tu, na tua vida, foste comido, ou devorado, Não apenas comido e devorado, mas vomitado, respondeu o escriba".

Se o imperador Carlos Magno não tivesse estabelecido no Norte da Alemanha um mosteiro, se esse mosteiro não tivesse dado origem à cidade de Münster, se Münster não tivesse querido assinalar os mil e duzentos anos da sua fundação com uma ópera sobre a pavorosa guerra que enfrentou no século XVI protestantes anabaptistas e católicos, o aprendiz não teria escrito a peça de teatro a que chamou "In Nomine Dei". Uma vez mais, sem outro auxílio que a pequena luz da sua razão, o aprendiz teve de penetrar no obscuro labirinto das crenças religiosas, essas que com tanta facilidade levam os seres humanos a matar e a deixar-se matar. E o que viu foi novamente a máscara horrenda da intolerância, uma intolerância que em Münster atingiu o paroxismo demencial, uma intolerância que insultava a própria causa que ambas as partes proclamavam defender. Porque não se tratava de uma guerra em nome de dois deuses inimigos, mas de uma guerra em nome de um mesmo deus. Cegos pelas suas próprias crenças, os anabaptistas e os católicos de Münster não foram capazes de compreender a mais clara de todas as evidências: no dia do Juízo Final, quando uns e outros se apresentarem a receber o prémio ou o castigo que mereceram as suas acções na terra, Deus, se em suas decisões se rege por algo parecido à lógica humana, terá de receber no paraíso tanto a uns como aos outros, pela simples razão de que uns e outros nele crêem. A terrível carnificina de Münster ensinou ao aprendiz que, ao contrário do que prometeram, as religiões nunca serviram para aproximar os homens, e que a mais absurda de todas as guerras é uma guerra religiosa, tendo em consideração que Deus não pode, ainda que o quisesse, declarar guerra a si próprio...

Cegos. O aprendiz pensou: "Estamos cegos", e sentou-se a escrever o "Ensaio sobre a Cegueira" para recordar a quem o viesse a ler que usamos perversamente a razão quando humilhamos a vida, que a dignidade do ser humano é todos os dias insultada pelos poderosos do nosso mundo, que a mentira universal tomou o lugar das verdades plurais, que o homem deixou de respeitar-se a si mesmo quando perdeu o respeito que devia ao seu semelhante. Depois, o aprendiz, como se tentasse exorcizar os monstros engendrados pela cegueira da razão, pôs-se a escrever a mais simples de todas as histórias: uma pessoa que vai à procura de outra pessoa apenas porque compreendeu que a vida não tem nada mais importante que pedir a um ser humano. O livro chama-se "Todos os Nomes". Não escritos, todos os nossos nomes estão lá. Os nomes dos vivos e os nomes dos mortos.

Termino. A voz que leu estas páginas quis ser o eco das vozes conjuntas das minhas personagens. Não tenho, a bem dizer, mais voz que a voz que elas tiverem. Perdoai-me se vos pareceu pouco isto que para mim é tudo.

José Saramago

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domingo, 3 de maio de 2009

Dous novos verbetes na Wikipédia feitos na turma de Básico 2

Facilito-vos as ligaçons para dous novos verbetes com que um colega e umha colega vossos contribuiu para a Wikipédia em português, nos dous casos com temática galega. Trata-se das biografias do músico Xoán Montes e da escritora e feminista Concepción Arenal.

Faltam ainda mais alguns verbetes por entregar e publicar, mas aproveito para vos parabenizar publicamente polo bom trabalho que figestes todos e todas as que já entregastes os vossos textos.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Já temos os seis primeiros verbetes da turma de Básico 2 publicados na Wikipédia

Demorou um bocado, mas por fim temos publicados os seis primeiros verbetes na Wikipédia. Quase todos de temática galega, e todos em correcto português graças ao vosso esforço.

Concretamente, temos um verbete sobre a Escola de Artes e Ofícios de Ferrol (aqui); outro sobre a Ilha de Sam Simom (aqui); sobre a Lagoa da Frouxeira (aqui), sobre as escritoras Paula Carvalheira (aqui) e Rosa Aneiros (aqui); e finalmente, mais um sobre a Escola de Samba sueco-brasileira A Bunda (aqui).

Vamos respeitar o anonimato dos autores e das autoras, pois nom sei se gostaredes de que se saiba. Em todo o caso, ainda faltades alguns e algumhas por entregar os vossos textos. Espero que nom demoredes e podamos fazer crescer mais a Wikipédia em português com os vossos contributos.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

56 imagens da nossa viagem a Lisboa, Sintra, Cabo da Roca, Cascais, Óbidos e Alcobaça

É umha reportagem parcial, claro, com algumhas das fotos que eu tirei, incluindo paisagens, fotos de grupo, de monumentos, da exposiçom de Charles Darwin na Gulbenkian, etc.

Em todo o caso, espero que gostedes e lembro-vos que se admitem envios de mais fotos para publicar novas reportagens, com mais perspectivas da nossa viagem do mês passado. Fico à espera dos vossos contributos.



Ah!, e para verdes as fotos em tamanho bem maior e a localizaçom geográfica de cada umha, clicai em cima da galeria.

E mais umha opçom: caso preferades ver as fotos sobre o mapa dos lugares de Portugal que visitamos, é só irdes a esta ligaçom.

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sábado, 4 de abril de 2009

Hoje, concerto de Cantos na Maré na TVG

Já vos falei no seu dia da ediçom deste ano de 'Cantos na Maré', que decorre em Ponte Vedra e serve para promover o diálogo musical no mundo lusófono, Galiza incluída. Hoje à noite podemos ver o concerto principal na TVG. Abaixo reproduzo o texto que anuncia o programa na página da TVG.

Hoxe, sábado, día 04/04/2009

A Televisión de Galicia ofrecerá esta noite, desde o Pazo da Cultura de Pontevedra, un concerto de "CANTOS NA MARÉ", que xa se converteu nunha referencia musical para o encontro das culturas de fala lusa.

Con Uxía Senlle como vocalista e directora do festival e Paulo Borges como director musical, o cartel do concerto conta coa presenza da cantante e compositora caboverdiana Sara Tavares, un dos nomes novos que está a soar na World Music, e co actor e fotógrafo brasileiro Paulinho Moska.

O cartel do evento tamén conta con artistas da talla de Sergio Godinho, recoñecido como toda unha institución en Portugal polas súas facetas de músico, actor, escritor e realizador. De máis ao sur procede Waldemar Bastos, o angolano que emprega a súa música como denuncia pola situación que atravesan os países africanos e o seu en particular. Condenado no seu país, foi no seu exilio en Brasil e en Portugal onde comezou a gravar unha música directamente vinculada cos movementos emerxentes. A voz solista actual de Berrogüeto, a do galego Xabier Díaz, será a que represente a Galicia no concerto.

Todos os artistas que suban ao escenario do Pazo da Cultura pontevedrés estarán acompañados por unha banda básica formada por Jon Luz, Quiné, João Ferreira, Rubén Santos, Paulo Temeroso, Norton Daiello e Guillerme Fernández.

Sinopse de “Musical Cantos na Maré”

Un concerto incluído dentro do festival internacional “CANTOS NA MARÉ”, que xa se converteu nunha referencia musical para o encontro das culturas de fala lusa, amosará esta noite na Televisión de Galicia as mellores creacións musicais do mercado atlántico contemporáneo, cunha banda de ao redor de medio centenar de artistas de fala lusa que son os protagonistas da sexta edición, no marco do Pazo da Cultura de Pontevedra.

Con Uxía Senlle como vocalista e directora do festival e Paulo Borges como director musical, o cartel do concerto conta coa presenza da cantante e compositora caboverdiana Sara Tavares, un dos nomes novos que está a soar na World Musi, e co actor e fotógrafo brasileiro Paulinho Moska, que fará subir a temperatura coa interpretación de temas tan coñecidos como Lágrimas de diamantes.
Ademais como os veteranos tamén son imprescindibles nos festivais, o cartel do evento pontevedrés tamén conta con artistas da talla de Sergio Godinho, recoñecido como toda unha institución en Portugal polas súas facetas de músico, actor, escritor e realizador. De máis ao sur procede Waldemar Bastos, o angolano que emprega a súa música como denuncia pola situación que atravesan os países africanos e o seu en particular. Condenado no seu país, foi no seu exilio en Brasil e en Portugal onde comezou a gravar unha música directamente vinculada cos movementos emerxentes. A voz solista actual de Berrogüeto, a do galego Xabier Díaz, será a que represente a Galicia no concerto.

Todos os artistas que suban ao escenario do Pazo da Cultura pontevedrés estarán acompañados por unha banda básica formada por Jon Luz, Quiné, João Ferreira, Rubén Santos, Paulo Temeroso, Norton Daiello e Guillerme Fernández.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

II Curso Básico de Informática para o alunado da Escola

Para quem puder ter interesse em iniciar a sua formaçom em informática como utente, a nossa Escola oferece um curso gratuito a partir do dia 27 de Março às 12h15, no Laboratório 1.

A duraçom será de oito sessons, e sempre nesse dia e nessa hora (às sextas-feiras, às 12h15).

É pensado para os alunos e alunas que querem adquirir umha formaçom básica, com um conteúdo decidido em funçom das características das pessoas que assistirem. Por isso é importante irdes à primeira sessom.

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terça-feira, 17 de março de 2009

Conversa com Inês Nadais, jornalista do Público

Como tínhamos falado, ontem visitou-nos a jornalista Inês Nadais, trabalhadora do jornal Público no Porto. Partindo da reportagem com que tínhamos trabalhado na semana passada, iniciamos umha produtiva conversa que foi bastante além do tema concreto do texto, ajudando-nos a conhecer alguns aspectos da actualidade social portuguesa.

Além da vossa participaçom, agradeço daqui a colaboraçom do Instituto Camões e do seu responsável para a Galiza, Samuel Rego. Também, claro, a presença da Inês Nadais, que amavelmente estivo à nossa disposiçom para conversar sobre diversos temas culturais do ámbito lusófono e para umha prática comum de português falado.

Deixo aqui umhas fotos do encontro com Inês Nadais.



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Imagens do Gonçalo Guerreiro nas Jornadas Culturais da nossa Escola

Para as pessoas que nom pudestes vir ver a encenaçom do conto de Saramago 'A ilha desconhecida', na quinta-feira passada, coloco aqui umhas imagens da actuaçom do Gonçalo Guerreiro, da companhia galego-portuguesa 'Elefante Elegante'. Nom é o mesmo que assistir à representaçom ao vivo, mas pronto, é o que temos, à espera de um possível vídeo que foi gravado.





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domingo, 15 de março de 2009

Programa previsto para a viagem a Lisboa (saímos nesta quinta-feira!)


Coloco-vos aqui por fim a programaçom prevista para a viagem a Lisboa, que parte do acordado conjuntamente por todos e todas na reuniom do passado mês de Janeiro.

O programa está sujeito a mudanças que pudermos decidir colectivamente. Além disso, ninguém é obrigado a participar em todas as actividades previstas. Isso sim, trazei os cartons de estudante e/ou outros cartons que podam tornar mais baratas as visitas a museus, monumentos, etc.

Lembro-vos também que é conveniente irdes pola Segurança Social arranjar a documentaçom para umha eventual visita ao médico.

1º dia: quinta-feira dia 19 de Março

Saída: Praça do Inferninho, Ferrol, às 8 da manhá da quinta-feira dia 19 de Março. Pede-se máxima pontualidade para nom começarmos o dia já com um atraso no horário.

Sem contarmos as paragens obrigatórias que o motorista nos for indicando, vamos fazer umha em Coimbra para comer, deixando algum tempo livre para poder visitar brevemente a zona histórica dessa monumental cidade. A meia tarde retomamos a viagem em direcçom a Lisboa.

À chegada ao nosso destino, iremos directamente ao hotel para resolver todo o relativo ao alojamento no Altis Park Hotel, na Avenida Engenheiro Arantes e Oliveira, 9. A seguir, ficará tempo livre para quem quiger dar umha volta, sair à noite, etc, mas nom há actividade conjunta para este primeiro dia em Lisboa.

2º dia: sexta-feira dia 20 de Março

Pequeno-almoço às 9 horas da manhá e saída com um guia local em direcçom a Sintra, para visitarmos o antigo e formoso Palácio Real. No fim da visita, iremos ao Cabo de Roca (ponto continental mais ocidental da Europa), a Cascais e ao Estoril, por onde poderemos dar umha voltinha. Em funçom do horário, decidiremos onde é que comemos.

A seguir, regressamos para Lisboa, ficando o resto da tarde livre para continuarmos com a visita da cidade de maneira já livre.

3º dia: sábado 21 de Março

Pequeno-almoço e saída às 9h30 para umha visita panorámica da cidade com um guia local: Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Museu das Carroças, Pastelaria de Belém, Castelo de São Jorge. Resto do dia livre para poder visitar outros lugares. Sugestons: Estufa Fria no Parque de Eduardo VII, Baixa Pombalina (Praça do Rossio, Rua Augusta, Praça do Comércio...), Museu Gulbenkian (está nestes dias patente umha exposiçom internacional dedicada a Charles Darwin), etc.

4º dia: domingo 22 de Março

Pequeno-almoço e saída de Lisboa às 9 horas em direcçom a Óbidos, vila medieval amuralhada. Visita até as 11h30 e continuaçom da viagem até Alcobaça, onde paramos para visitar o mosteiro e comer.

Depois da comida, regressamos para a Galiza, estando prevista a chegada a Ferrol para as 22 horas.


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segunda-feira, 9 de março de 2009

Quarta-feira começam as Jornadas Culturais na Escola


Como cada ano nesta altura, a Escola Oficial de Idiomas de Ferrol realiza as suas Jornadas Culturais, que servem de montra sobre os conteúdos culturais associados a cada idioma dos que som ensinados na mesma. Nesta ocasiom, como no ano passado, o português voltará a estar presente com projecçons, teatro e gastronomia.

Concretamente, na quinta-feira dia 12 haverá, a partir das 11 horas, umha encenaçom teatral a cargo do actor português Gonçalo Guerreiro, no salom de actos, da obra de José Saramago 'O conto da ilha desconhecida', que combinará o monólogo com a música ao vivo.

Logo a seguir, às 11h30, começará a projecçom do filme brasileiro 'Terra estrangeira' (1996), na sala 13.

Já na sexta-feira dia 14, a partir das 17 horas, será projectado o filme português 'Belarmino' (1964), também na sala 13.

A última actividade das Jornadas, sempre tam bem acolhida, é a degustaçom multicultural da sexta à tarde. Começa às 20h30 na cafetaria e, dadas as limitaçons de espaço, é preciso comprar o bilhete (2€) com antecedência. Entre os produtos gastronómicos de cada país estarám os portugueses e brasileiros.

Como sabedes, os dias que duram as Jornadas (de quarta a sexta-feira), suspendem-se as aulas e convida-se todo o alunado a participardes em todas as actividades programadas polo diferentes departamentos, que som muitas.

Vemo-nos, portanto, nas Jornadas Culturais.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Marcadas provas de Fevereiro


As provas de Fevereiro fôrom já marcadas, para a terceira semana do mês. Coloco-vo-las aqui para quem nom estivesse em aulas quando as decidimos.

Tanto para a turma de Básico 2 como para a de Básico Integrado, serám nos mesmos dias e nos horários de aulas de todos os dias:

Segunda-feira 16 de Fevereiro: Compreensom Auditiva e Expressom Escrita.
Terça-feira 17 de Fevereiro: Compreensom de Leitura e Expressom Oral.

No caso da Expressom Oral, caso seja necessário, poderemos concluir na quinta-feira, o que é mais provável na turma de Básico 2, por ser mais numerosa.

Para qualquer dúvida, já sabedes onde encontrar-me.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A fadista mafalda Arnauth volta a Ferrol


A cantora lisboeta, conhecida inicialmente como fadista e aberta na actualidade a outros estilos, visita o Teatro Jofre no próximo sábado, dia 7, às 20h30. Os preços dos bilhetes vam dos 6 aos 15 euros. Podes ver e ouvir aqui um videoclip do seu disco mais recente, 'Flor de Fado'.



Eis o poema de Tiago Torres da Silva que dá letra à música de Mafalda Arnauth:

O Mar Fala de Ti

Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte

E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.

Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Que te levei ao mar quando te vi
Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Quem dele se perdeu
Assim que te perdi.

Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
Á nascente.

Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é
Um oceano.

Tiago Torres da Silva

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O autocarro para a viagem a Lisboa já está cheio


Em praticamente três dias efectivos de inscriçons, a lista para a viagem a Lisboa ficou completa. Somos 54 pessoas, entre alunos, alunas e acompanhantes, e já nom podem inscrever-se mais. Sinto-o se houvo alguém de vós, sendo estudante de português, ficou fora, mas a resposta deste ano foi ainda melhor que a do ano passado.

Além disso, na reuniom do dia 21 de Janeiro já acordáramos que ia ser assim: estudantes, acompanhantes, socios e sócias da Fundaçom Artábria. É verdade que nom contávamos com um entusiasmo como o que houvo, mas realmente foi todo rapidíssimo.

Também tínhamos advertido que a data limite para se inscrever (6 de Fevereiro) era só de referência, pois podia acontecer, como aconteceu, que o autocarro se lotasse antes desse dia.

Por outra parte, comento-vos que, devido a sermos tantas pessoas, o preço da viagem fica reduzido em 20 euros. Quer dizer, em lugar de 185, vai custar 165, o que é umha boa notícia. Ao longo da viagem, poderemos utilizar esse dinheiro a mais para algumha actividade, tipo jantar comum ou visita extraordinária. Mas, caso afinal nom se gaste, é claro que iredes recuperá-lo.

Mais umha boa notícia: confirmou-se que, em lugar do hotel de 3 estrelas de que tínhamos falado, vamos ter alojamento num de quatro estrelas, situado ao pé de umha estaçom de metro, perto do centro. Chama-se Altis Park e podedes ver a localizaçom aqui.

Já figemos o pagamento de umha parte à agência, para garantir os quartos, que serám duplos, como também tínhamos falado: 45€ por pessoa. O resto será pago em Março.

Bom, acho que é todo por enquanto. Para qualquer dúvida, dizei-me nas aulas ou escrevendo um correio electrónico. Continuarei informando aqui das novidades.

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